Terça-feira - 13 de outubro de 2026
Complexo industrial está sendo construído na Rodovia Luciano Furlan, na zona rural de Cruz Alta/RS | Foto: Divulgação Soli3
A Soli3 União Central Cooperativa deu mais um passo em seu projeto de R$ 1,25 bilhão que vai viabilizar a entrada no mercado de biodiesel. Composta pela sociedade entre as cooperativas gaúchas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal, a Soli3 obteve a aprovação de um limite de crédito de R$ 150 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que serão usados para a compra de máquinas e equipamentos, que serão instalados na planta de processamento de soja que está em construção no município de Cruz Alta/RS.
Os recursos são provenientes do Fundo Clima, que é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e operacionalizado pelo BNDES, para dar apoio a iniciativas que contribuam com a transição para uma economia de baixo carbono.
O crédito para a Soli3 foi aprovado no âmbito do programa Fundo Clima – Máquinas Verdes — e tem prazo de utilização de dois anos, podendo ser prorrogado por mais 12 meses. Além de agregar valor à soja recebida de seus associados, o projeto da Soli3 visa à redução de emissões de gases do efeito estufa e a adaptação às mudanças climáticas.
“O investimento ocorre em um momento em que as cooperativas singulares (Cotrijal, Cotripal e Cotrisal) reconhecem a industrialização como caminho necessário para o crescimento do cooperativismo gaúcho”, disse Germano Döwich, presidente da Cotripal e Soli3.
Segundo o dirigente, a produção anual de biodiesel será de 225 mil metros cúbicos. “Teremos emissões evitadas equivalentes a aproximadamente 360 mil toneladas de carbono equivalente (Co2e) ao ano”, afirmou.
A Soli3 foi constituída em 2024 para atuar como braço industrial das cooperativas, para agregar valor à produção agrícola de seus cooperados por meio da industrialização da soja e da produção de farelo e óleo de soja, biodiesel e glicerina.
A planta terá capacidade de esmagamento de 1 milhão de toneladas de soja ao ano e também um terminal ferroviário interno para expedição de farelo, soja, óleo degomado e biodiesel. A conclusão das obras está prevista para maio de 2028.
“A Soli3 já nasce com um plano diretor que prevê a duplicação da planta de esmagamento. Além disso, o terminal ferroviário integrado à planta abre espaço para novos negócios em que a eficiência logística seja um diferencial, como a movimentação de fertilizantes, aproveitando o frete de retorno”, afirmou Döwich.
Além do BNDES, o projeto orçado em R$ 1,25 bilhão já teve créditos aprovados pelo Banrisul e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A cooperativa ainda está em negociação para obter recursos da agência de fomento Badesul.
Com informações de Globo Rural