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O campo que se renova!

13/06/2022

O campo que se renova!
Produtores iniciam preparativos para uma boa safra de inverno (Clique para ver mais imagens)
Tarcísio Minetto: planejamento é palavra de ordem Jerônimo Gregoski, de Casca: trigo para virar a página Produtor Emerson Schaedler, de Cruz Alta, investiu na irrigação

Termina uma safra e a outra já entra na lavoura e a vida assim segue. Se o ciclo que está se encerrando foi pra lá de desafiador, é hora de pensar no próximo, fazer um bom planejamento, junto com a cooperativa, para ver os campos novamente com safra cheia. O Jornal Cotrijal traz reportagem especial avaliando a safra de verão e informações importantes sobre como conduzir os próximos processos na lavoura para que todo investimento feito reverta em rentabilidade, com um olho na lavoura e o outro nos mercado de insumos e grãos.

 

O produtor que vai plantar trigo já está programado. Adquiriu os insumos pensando em fazer a lavoura render o máximo, já que é a primeira cultura comercial depois de uma safra de verão afetada pela estiagem. “É um momento interessante para o trigo e para recuperar um pouco a renda perdida”, afirma o economista da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul-FecoAgro/RS, Tarcísio Minetto.

O preço do grão vem subindo nos últimos meses, embora os fertilizantes, principal componente dos custos de produção, também aumentaram. “É um ano, mais do que qualquer outro, de fazer um adequado diagnóstico das áreas, do efeito residual dos nutrientes no solo, das melhores áreas para cada cultivar e da escolha das cultivares, para obter o máximo de produtividade e rendimento”, completa.

Levantamento feito pela entidade em maio aponta um aumento de custo de 51,71% nos últimos 12 meses para a cultura do trigo. Com isso, o triticultor vai precisar colher 64,58 sacos por hectare para cobrir o custo total, ou seja, 24,9% a mais de produção do que na safra anterior. De outra parte, para pagar os gastos com o desembolso, o produtor precisará colher 50,12 sacos/ha para atingir o ponto de equilíbrio.

Pelo levantamento anterior, de fevereiro, para os produtores que adquiriram os insumos de forma antecipada, o custo total ficaria em 62 sacos/hectare, enquanto o variável, em 48 sacos/hectare. Na safra 2021, para fazer a mesma lavoura, o produtor precisava de 39 sacos/ha para cobrir o custo variável.

 

Trigo para virar a página

A partir do dia 10 de junho, o produtor Jerônimo Gregoski, de Casca, semeará as suas lavouras de trigo. Ele confirmou que terá 70 hectares com a cultura de inverno, com o objetivo de retomar as boas produções depois da frustração da safra de verão.

“Sempre gostei de plantar trigo, venho de boas safras de inverno e é uma forma de movimentar a lavoura e buscar rentabilidade”, explica. 

Com um total de 160 hectares, Gregoski terá coberturas com aveias no restante da área e pretende superar os 60 sacos/ha de média final com o trigo. “A previsão é de um inverno compatível com a nossa atividade. Contamos com apoio da Cotrijal, com assistência técnica e manejos para que tudo corra bem”, acredita o produtor. 

Ainda sobre a retomada com o trigo, Gregoski revela que o cenário com a soja neste ano foi desafiador, mas lembra de outras estiagens. “Em 2005, colhi muito pouco e não desanimei. Cabe ao produtor buscar alternativas e manter a atividade. Essa é a motivação que teremos para os próximos trabalhos”, explica. 

 

Manejo de inverno é crucial

Este ano, mais do que em qualquer outro, o período do vazio outonal e também o inverno serão fundamentais para manejos visando preparar as áreas já para o verão. Um dos focos principais de atenção será o controle de plantas daninhas.

Segundo o coordenador técnico da Cotrijal, Alexandre Nowicki, há muitas lavouras que no verão tiveram problemas sérios de invasoras e o ideal é deixar as áreas livres até a implantação do inverno, do milho ou da soja. E há muitas plantas daninhas antigas voltando a infestar as lavouras, como leiteiro, corda-de-viola, poaia, trapoeraba, erva-quente, vassourinha-de-botão. “Muitas delas já estão com resistência a herbicidas que utilizamos, como glifosato e outros”, ressalta.

 

Trabalho conjunto gera resultado

O cenário das próximas safras requer mais conhecimento e bom acompanhamento técnico. “Temos bons desafios pela frente e a orientação ao nosso produtor é que busque a ajuda da sua cooperativa, seja no Departamento Técnico ou também na questão comercial, para ser o mais assertivo possível”, destaca o gerente de Produção Vegetal da Cotrijal, Alexandre Doneda.

Ele relata que mais uma vez se observou a campo que as lavouras conduzidas com bom sistema de plantio direto, com rotação de culturas, especialmente com a utilização de milho, que trabalham a fertilidade do solo e também bom aporte de palhada, mesmo em condições de falta de chuva, tiveram melhor rendimento de grãos no verão. “Temos mais de 120 profissionais a campo, prontos para auxiliar o produtor”, ressalta.

 

Em 2022, o Programa Ciclus, ferramenta de gestão técnica da fertilidade e de manejo do solo, completa 15 anos e tem sido cada vez mais demandado pelos produtores da cooperativa. “Ampliamos a frota de quadriciclos e também de caminhões para poder atender a demanda, o que é bom, porque teremos áreas mais regulares em termos de fertilidade e melhor resultado para o produtor”, afirma o coordenador de Validação Agrodigital, Leonardo Kerber.

“O produtor tem que olhar para fertilidade do solo como um trabalho de médio e longo prazo. Até pouco tempo, a calagem era tratada de forma mais tímida e se usava doses menores. Hoje se percebe que há necessidade de incremento no uso do insumo, tendo em vista que as produtividades aumentaram, a extração de nutrientes também e há necessidade de reposição”, pontua Kerber.

Ele orienta o produtor a buscar informações junto ao seu assistente técnico, para conhecer a ferramenta. “Nunca fez tanto sentido o empilhamento de tecnologias. E se utilizar da agricultura de precisão é fundamental para ser mais assertivo no manejo do solo”, finaliza.

Acesse o Jornal Cotrijal de maio e leia a reportagem completa.


O campo que se renova! Tarcísio Minetto: planejamento é palavra de ordem Jerônimo Gregoski, de Casca: trigo para virar a página Produtor Emerson Schaedler, de Cruz Alta, investiu na irrigação