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É preciso extrair todo o potencial do maquinário agrícola

28/03/2022

É preciso extrair todo o potencial do maquinário agrícola
Passa pelo maquinário o sucesso da lavoura

É possível produzir mais, com sustentabilidade econômica e ambiental? Em uma época marcada pela estiagem, o Jornal Cotrijal analisa o que é preciso fazer para mitigar as consequências de um novo período de seca, propõe uma reflexão sobre o sistema plantio direto e reflete sobre os benefícios da era digital. Confira, abaixo, mais um trecho da reportagem que integra a edição especial de março sobre a Expodireto Cotrijal. Acesse aqui o conteúdo completo (reportagem nas páginas 6 a 9).

 

Todo produtor sabe que investir em maquinário é essencial para o sucesso da lavoura, pois garante que as operações sejam feitas na hora certa e com a devida qualidade. Porém, não adianta possuir tecnologia de ponta e não retirar dela o máximo proveito.

O professor Antônio Santi, da UFSM, alega que, além da inteligência embarcada em máquinas, a atenção do produtor deverá estar voltada para a saúde do solo. “Comprovadamente, os produtores que mais investiram em qualidade do solo têm obtido produtividades maiores e mais estáveis. Continuo apostando que esse é o caminho mais assertivo e racional”, argumenta.

O gerente de pesquisas da Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), Geomar Corassa, aponta que as máquinas representam boa parte do custo de produção e contribuem para uma produtividade mais elevada. Ele projeta, por exemplo, que os drones vieram para ficar e que novas tecnologias devem surgir na área de plantio e agricultura de precisão.

“Nesse cenário, cada vez mais deve-se buscar a otimização dos maquinários, a fim de ser usado com frequência mais elevada para diluição dos custos. A palavra-chave em relação a máquinas é otimização. É preciso evitar o maquinário ocioso, pois tem todo o custo envolvido de depreciação e resulta em penalização da lucratividade da fazenda”, afirma Corassa.


Regulagem pode “roubar” produtividade

Outro passo importante do processo é a regulagem das máquinas. Uma semeadora mal calibrada pode, por exemplo, “roubar” lucratividade em todo o ciclo da cultura. O mesmo pode ocorrer na colheita.

“Nesta safra, em virtude de todo o cenário de estiagem, principalmente, no quesito soja, com uma produtividade inferior e grãos com peso menor, vai exigir uma regulagem diferenciada para evitar a perda de produto”, afirma Corassa.


Era das tecnologias digitais

Uma novidade que chegou no sistema de produção e veio para ficar é o uso de tecnologias digitais. Um exemplo é a plataforma SmartCoop, projeto desenvolvido pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), com participação direta da Cotrijal e da CCGL.

Entre as funcionalidades do aplicativo, estão o acompanhamento da lavoura, monitoramento por satélite, previsão do tempo, indicadores da cadeia leiteira, gerenciamento de rebanho, saldo de produtos na cooperativa e títulos a pagar.

“A SmartCoop traz uma série de funcionalidades que ajudam o produtor no seu dia a dia, todos lincados ao sistema produtivo. A ferramenta empodera todos os produtores e os coloca dentro da agricultura digital, o que antes envolvia um custo elevado”, afirma Corassa.

A gestão de dados direciona para a tomada de decisão, de forma personalizada e assertiva. Acessar as ferramentas e entender o funcionamento das ferramentas digitais é o primeiro passo para revolucionar o sistema produtivo de sua propriedade.


Drones: quais suas vantagens?

O setor agropecuário brasileiro tem 1,5 mil aeronaves não tripuladas operando nas lavouras. O dado é oriundo do estudo “Drones: China, Brasil e as tendências do mercado”, do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). Considerando todos os usos, um total de 80 mil aparelhos do tipo estão cadastrados junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Os drones são usados na agricultura em diferentes funções, tanto para a coleta e análise de dados como para a aplicação de produtos. Antônio Santi entende que a tecnologia tem seu espaço na agricultura, principalmente, na pequena e média propriedade e em alguns processos e operações. 

No entanto, o professor alerta que a resolução de imagens de satélites tem melhorado expressivamente e algumas estratégias como definição de ambientes de produção, previsibilidade de produtividade tem deixado de ser uma estratégia exclusiva de ferramentas como o drone.

"Sempre que se fala numa tecnologia como o caso de drones há pontos relevantes positivos como a agilidade em processos, levantamento de dados ou mesmo intervenção em condições climáticas adversas e outras tantas vantagens. Contudo, toda tecnologia também tem seus pontos fracos. Nesse caso específico pode-se relatar a autonomia das baterias, a escalabilidade, os preços praticados comparadas a outras tecnologias, enfim, como qualquer outra tecnologia tem sua limitação e seu potencial", afirma Santi.

O professor argumenta ainda que nenhuma tecnologia é milagrosa e, sim, tem sua capacidade de ajudar a melhorar processos e tem suas limitações.

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Fonte: Assessoria de Imprensa e Marketing da Cotrijal