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Operação 365: ação para um olhar permanente ao solo

19/07/2021

Operação 365: ação para um olhar permanente ao solo
A ação foi realizada em Não-Me-Toque (Clique para ver mais imagens)
A abertura de trincheiras fez parte da atividade A análise do solo foi o foco da ação Os profissionais técnicos conferiram a situação do solo

Cotrijal, Rede Técnica Cooperativa, Embrapa Trigo e Universidade de Passo Fundo lançam programa que pretende ser a nova “Operação Tatu” na busca de melhoria da qualidade do solo e maior produtividade nas culturas no Rio Grande do Sul.

A qualidade do solo é fundamental para que as sementes de alto potencial produtivo hoje disponíveis no mercado possam expressar os melhores resultados a campo. Um dos marcos na busca por terras mais férteis foi a Operação Tatu, deflagrada na década de 1960, que visava basicamente corrigir a acidez dos solos. 

Desde então, a pesquisa avançou muito e cooperativas como a Cotrijal têm dedicado especial atenção ao assunto, buscando respostas e soluções, como o investimento na agricultura de precisão, que têm contribuído para alavancar a produtividade das culturas. Esse trabalho foi fundamental para fazer a soja render dez sacas a mais por hectare na região de atuação da cooperativa em relação à média do Rio Grande do Sul nos últimos anos.

Com o pensamento de estender em nível de Estado os avanços até então obtidos de forma mais regionalizada e fazer um acompanhamento anual das condições do solo, apontar manejos e dar o suporte ao produtor, a Cotrijal, a Embrapa Trigo, a Universidade de Passo Fundo e a Rede Técnica Cooperativa (RTC) - através de seus pesquisadores e cooperativas ligadas à CCGL - lançam a Operação 365. A primeira ação aconteceu na propriedade do produtor Giordano Schiochet, em Não-Me-Toque, na quarta-feira, 14/7.

Durante todo o dia, profissionais técnicos de cooperativas gaúchas e pesquisadores da Embrapa Trigo e da RTC abriram várias trincheiras no talhão selecionado para o projeto-piloto e avaliaram as condições do solo. Além da análise visual, serão feitas também avaliações em laboratório. O objetivo é identificar níveis de fertilidade, capacidade de infiltração de água, grau de compactação, dentre outros atributos.

“O programa nasceu para auxiliar o produtor a conhecer melhor, investir de maneira assertiva e conservar o seu solo visando a sustentabilidade do sistema de produção”, explica o gerente de Produção Vegetal da Cotrijal, Alexandre Doneda.

Giordano Schiochet é um dos associados da Cotrijal que têm entendido a necessidade de um olhar mais cuidadoso para o solo o ano todo. “É um olhar necessário, para que possamos manter a nossa propriedade em condições de seguir produzindo por muito tempo”, comenta.


Foco na sustentabilidade 

Um dos focos do programa é o estímulo à agricultura sustentável, para manter o sistema de plantio direto e viabilizar o ingresso no mercado de créditos de carbono. “A iniciativa valorizará os produtores que conduzem seus trabalhos de forma sustentável, beneficiará o meio ambiente e ainda possibilitará o acesso a recursos financeiros”, avalia o gerente de pesquisa da CCGL-RTC, Geomar Corassa.

Nesse primeiro módulo, serão realizadas mais duas visitas a propriedades do Rio Grande Sul. Ainda nesse mês de julho, acontecerão ações técnicas nos municípios de Júlio de Castilhos e Sarandi. 

Cada produtor participante do programa receberá uma classificação, referente à qualidade do solo de sua propriedade. “O cartão ‘black’ será para aquele que apresentar a melhor condição do solo, seja em fertilidade, infiltração, compactação e manejo. Assim, vamos dar condições ao produtor para que ele possa trabalhar em um solo saudável e ainda obter preferência em linhas de crédito”, explica Giovani Stefani Faé, chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Trigo. 

 

A COTRIJAL - Fundada em 1957 em Não-Me-Toque (RS), a Cotrijal é a maior cooperativa agropecuária do Rio Grande do Sul, com 55 unidades em 32 municípios. Em 2020, registrou faturamento recorde de R$ 2,4 bilhões - ficando na 58ª colocação entre as 100 maiores empresas do agronegócio brasileiro, segundo a revista Forbes. A cooperativa, em 2005, passou a integrar o Projeto Aquarius. Em 2007, criou o Programa Ciclus, com suporte ao produtor tanto na adoção de tecnologias de precisão quanto na interpretação dos dados e definição de estratégias para melhoria da qualidade do solo.

Fonte: Assessoria de Imprensa e Marketing da Cotrijal


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