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Mães do Agro

25/05/2021

Mães do Agro
“Tudo tem que ter uma prioridade. Tive que me reorganizar”, Anegrid Gnich dos Santos (Clique para ver mais imagens)
Gisele Neuberger tem sua mãe, Maria Lourdes, como braço direito na propriedade João e Marco Antônio (em pé) são criados pertinho da lida

Dedicação, superação e muito trabalho. As mulheres do campo são exemplos de perseverança ao tomar conta dos filhos e, ao mesmo tempo, dos negócios das propriedades. No Jornal Cotrijal de maio, leia reportagem com histórias de mães que fazem a diferença em suas atividades, seja na lavoura, na produção leiteira, na cooperativa e nas famílias.
 

Ser mãe nunca foi tarefa fácil. As dificuldades são ainda maiores no meio rural, setor que exige dedicação constante. Mas o tempo mudou e a sociedade evoluiu junto com a tecnologia, mostrando a superação das mamães que fazem tudo por seus filhos e, ao mesmo tempo, seguem com a lida no campo.

E superação é a palavra que melhor define Anegrid Gnich dos Santos, 44 anos,  de Victor Graeff. Aos sete anos de idade ela já lidava com trator, aos dez começou a dirigir carro e aos 12 já guiava caminhão e colheitadeira. Aliás, até hoje ela segue habilitada para dirigir caminhão.

Anegrid sempre foi esforçada e, por incentivo de sua mãe, Delci Gnich, precursora dos belos jardins que fazem parte do roteiro turístico Caminho das Topiarias, Flores e Aromas, ela decidiu trabalhar com flores.

"É o que acontece com muitas mulheres do interior. A gente quer ter uma renda, quer trabalhar, quer fazer alguma coisa que seja nossa".explica. 

Nascia assim uma floricultura que, hoje, faz sucesso em toda a região. Mas não foi fácil para Anegrid realizar um sonho ainda maior, se tornar mãe. Ela precisou interromper a faculdade de Agronomia, que cursava em Passo Fundo, para se dedicar à gestação de Émerson, seu filho mais velho, hoje, com 21 anos. Pouco tempo depois, veio a Luani, 16.

Enquanto Anegrid toma conta do jardim e da floricultura, desenvolvendo projetos em diversos municípios (como, por exemplo, o paisagismo das últimas 14 edições da Expodireto Cotrijal), seu marido, Luis Fernando, administra as lavouras da propriedade.

“Começamos plantando flores em copinhos de refrigerantes, a atender uma vizinha e vender aqui e ali. Aos poucos, chegamos aonde estamos hoje, atendendo uma região muito grande e seguimos morando no interior. Muitas mulheres questionam morar no interior, mas hoje não é desculpa onde você mora. Com internet e tudo o que temos à disposição, se você quer fazer alguma coisa você consegue”, salienta Anegrid.
 

Prioridades

Mas como sobra tempo livre para ser mãe, esposa e ao mesmo tempo administrar uma floricultura e um jardim? “Tudo tem que ter uma prioridade. Tive que me reorganizar. Não tenho mais 25 anos e a idade pega. Tem que ter pessoas ao seu lado que te auxiliem e que consigam deixar as coisas mais organizadas. Fazendo uma coisa de cada vez, você consegue sim”, explica Anegrid.

Outra dica, segundo ela, é manter a simplicidade. “Somos muito simples na maneira de trabalhar, mas sempre com a preocupação de que tem que estar tudo perfeito. Acho que isso faz a diferença. Mesmo na simplicidade, mas fazendo as coisas corretas”, pontua.

Outra paixão da família é cantar, o que serviu de incentivou para Émerson, hoje, cursar faculdade de Música. Quando tem um tempo livre, Anegrid pega o violão e reúne os filhos para soltar a voz.

 

Homenagem especial - A Cotrijal motivou a "Família Cotrijal a homenagear as mamães compartilhando fotos através da rede social. As fotos recebidas foram reunidas em um vídeo. Confira!

 

Incentivando desde o berço

Neste cenário em que as mulheres vão ganhando cada vez mais espaço, destaque para a produtora e associada da Cotrijal, Gisele Neuberger, 24 anos. Ela é mãe do Marco Antônio, dois anos e nove meses, e do João, um ano e quatro meses, e administra uma propriedade leiteira na localidade de Rio Bonito Alto, em Pontão, com o apoio dos pais e do marido Marcos Rovani, médico veterinário da Cotrijal. “Já é puxado ser mãe e trabalhar, então, é ainda mais difícil. Tem que se dividir para conseguir conciliar as duas coisas”, afirma Gisele.

Ela tem como braço direto a mãe, Maria Lourdes, que ajuda na administração da propriedade. Ela puxou dos pais o amor pela atividade leiteira e já incentiva Marco Antônio e João a seguirem no mesmo caminho. “Desde a barriga eles estão juntos comigo na lida. Quando nasceram, eu os levava junto  para a sala de ordenha no bebê conforto”, relata.

Hoje, há 50 vacas em ordenha na propriedade e a expectativa é passar para  65 animais até o final do ano.

Leia a reportagem completa no jornal da Cotrijal, edição de maio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Fonte: Assessoria de Imprensa e Marketing da Cotrijal


Mães do Agro Gisele Neuberger tem sua mãe, Maria Lourdes, como braço direito na propriedade João e Marco Antônio (em pé) são criados pertinho da lida