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Com helicoverpa controlada, agora ferrugem arrasa lavouras em Mato Grosso

03/03/2014

Com os produtores em alerta desde o início do cultivo e a aplicação de defensivos, a situação, em Mato Grosso, atualmente, é mais tranquila em relação à lagarta Helicoverpa armígera. No entanto, a lagarta ainda exige cuidados. Segundo o coordenador da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura (Mapa), Wanderlei Dias Guerra, agora as preocupações estão voltadas para a ferrugem asiática no Estado.

– Conseguimos controlar o avanço da helicoverpa e hoje estamos mais tranquilos – em tese – porque ainda há complicações em algumas regiões. Foi fundamental o monitoramento e o controle que o produtor fez para reduzir a população de lagartas. Conseguimos fazer o monitoramento de uma forma satisfatória – comemora o especialista.

Guerra destaca que é fundamental que o produtor siga o controle com assistência técnica adequada, procurando sempre engenheiros agrônomos. Na colheita, ele também ressalta que, é preciso eliminar os restos culturais, porque senão é dali que a lagarta vai de novo saltar para a próxima lavoura.

– No período de entressafra é fundamental que o produtor esteja atento aos alertas. O monitoramento deve continuar e desta forma vamos conseguir conviver com essa praga – declara.

Com a helicoverpa controlada, as preocupações se voltam para a ferrugem asiática.
– Saímos de uma situação e entramos em outra. O clima chuvoso em diversas regiões do país favoreceu a ferrugem asiática – relata.

Guerra conta que, na última semana, esteve na região de Diamantino (MT) e Campo Novo do Parecis (MT) e presenciou as lavouras tomadas de ferrugem.

– A ferrugem tomou conta de uma forma que eu não tinha visto desde 2005, antes do Mato Grosso ter implementado o vazio sanitário – afirma.

Segundo ele, a ferrugem, que vem da soja safrinha, está atingindo com maior gravidade e severidade a soja do plantio seguinte.

– Isso ocorre em toda a região que tem safrinha. Essa é uma questão de segurança nacional. Precisamos nos voltar para o tema, debater e quem sabe, se for de interesse dos produtores, regulamentar e proibir o plantio de soja safrinha – propõe.

Fonte: Canal Rural