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Seca prolongada reduz produção de leite no Rio Grande do Sul

18/05/2012

O prolongamento da estiagem no Rio Grande do Sul está preocupando os produtores de leite. A estimativa de que a redução deve chegar a até 20% foi feita pelo presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Estado (Gadolando), José Ernesto Ferreira.

Ele afirma que os produtores já estão acostumados com a seca, mas o fato de ter entrado em um período crítico, onde a produção deveria ser alavancada, está prejudicando o setor. Ferreira relata que falta água para os animais no campo.

- A gente está vendo que as reservas de água para os animais beberem no campo estão muito difíceis, várias propriedades estão com muita dificuldade, já sei de casos que estão usando água encanada da Corsan para os animais beberem. Esta dificuldade está acontecendo, é uma situação muito grave - diz.

Além disso, a implantação das pastagens de inverno também está sendo prejudicada.

O reflexo também deve ser sentido pelos consumidores. O gerente executivo da Associação Gaúcha dos Supermercados (Agas) estima que o produto pode até ter uma alta de até 10%. Mas Francisco Schmidt avalia que o preço ainda é menor do que outros anos neste período.

- O leite está com um preço abaixo do que nós estimávamos. Neste período de maio a agosto geralmente existe uma tendência de alta e isso, este ano, não ocorreu com uma intensidade que se esperava. O litro do leite deveria estar no ponto de venda em até R$ 1,90 a R$ 2,00 e na realidade ele está entre R$ 1,70 e R$ 1,80 - informa.

O dirigente da Agas informa que no ano passado, nesta mesma época, o valor do litro de leite chegava a R$ 2,10.