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Safra de grãos tem queda de 38,66% no Rio Grande do Sul

13/04/2012

A Emater-RS divulgou um novo levantamento da safra do Estado, realizado durante a segunda quinzena de março. A avaliação, que contou com informações de 359 escritórios municipais que cobrem mais de 90% da área cultivada com soja, milho, feijão e arroz, mostra que, nesses grãos, o Rio Grande do Sul terá uma produção total de 16.267.106 toneladas. Isso representa um volume 38,66% menor se comparado aos números finais da colheita em 2011 e 31,50% em relação à estimativa inicial. Em termos financeiros, o tamanho do prejuízo para o produtor chega a R$ 5,19 bilhões.

Em 2012, o Estado irá colher 49,69% a menos de soja que em 2011. Segundo o levantamento, isso representa uma produção de 5.858.318 toneladas contra as 11.706.380 toneladas de grãos retirados das lavouras em 2011. Neste ano, devido à falta de chuvas, o produtor da oleaginosa está colhendo 1.426 quilos por hectare, e a cultura está com 55% da área colhida.

Para o milho, que se encontra com 70% da área colhida, os dados apontam para uma redução de 47,27%, e a produção deve ficar em 3.046.010 toneladas. Em 2011, foram retiradas das lavouras 5.776.512 toneladas do grão. Os rendimentos das lavouras estão em 2.632 quilos por hectare.

Já com a colheita encerrada, a primeira safra de feijão rendeu 69.533 toneladas, contra os 93.019 produzidos em 2011, uma queda de 25,25%. O rendimento da cultura foi considerado estável, tendo a expectativa inicial ficado em 1.188 quilos por hectare em setembro de 2011 e, a final, em 1.012 quilos por hectare.

A cultura do arroz também sofreu impacto nesta safra. Com 60% da área colhida, o Estado deverá produzir 18,44% a menos neste ano se comparado com a safra anterior, quando foram retiradas das lavouras 8.941.715 toneladas de grãos. Com um rendimento médio de 6.649 quilos por hectare, o total de arroz produzido deverá ser de 7.293.245 toneladas.

Os agricultores continuam com dificuldades de semear e plantar hortaliças em várias áreas de produção do Estado. As reservas de água, especialmente na Metade Norte, estão reduzidas, e o mês de março mais uma vez foi deficiente em precipitações.

Já os produtores de leite continuam complementando a alimentação dos animais com ração, silagem e concentrado proteico, o que ocasiona um aumento do custo de produção, reduzindo a margem de lucro da atividade. Na semana que passou, a maioria dos municípios do Estado registrou queda na produção leiteira. Os mananciais de água tiveram uma ligeira recuperação com as chuvas do período, porém, a situação ainda não está normalizada. Com o retorno da umidade no solo os produtores continuam a semeadura de áreas de pastagens, principalmente a aveia. A tendência é que essa queda pressione o preço para cima, porém, o mesmo ainda continua estável.

Fonte: Jornal do Comércio