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Agricultores se manifestam a favor de novo Código Florestal

17/02/2011

Em apoio ao projeto do novo Código Florestal brasileiro, do relator e deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB/SP), produtores do Clube Amigos da Terra de Tupanciretã (CAT) se mobilizaram essa semana para pedir urgência na votação do documento. Produção de alimentos de forma ecologicamente correta em todos os biomas, uso econômico de modo sustentável e índice zero de averbação de Reserva Legal são apenas alguns dos pontos levantados pelos agricultores da região a favor do projeto.

Os produtores do Clube Amigos da Terra asseguram que o uso incorreto da Reserva Legal será um desastre ambiental, econômico e social, e que, por isso, a sustentabilidade deve englobar essas três vertentes. "Essa é a fórmula para que o Brasil possa cumprir sua função social", afirma Almir Rebelo, presidente do CAT.

"Nós, produtores de Tupanciretã, um dos polos agrícolas do país, acreditamos que é possível produzir mais e melhor, e de forma sustentável", aponta o agricultor. Para ele, a grande maioria dos agricultores já está de acordo e segue as regras para uma produção ambientalmente correta. "O projeto é mais do que necessário para propiciar um uso consolidado da área", acredita.

Para a entidade, a não aceitação do novo código será um desrespeito e uma afronta à democracia brasileira. "Apoiamos que o Ministério da Agricultura seja respeitado e ouvido para que possa incentivar a produção de alimentos de maneira sustentável. Não reconheceremos nem um tipo de substitutivo que não aceite o novo projeto", explica.

Deputado recebe prêmio Ambientalista de Ouro

O deputado Aldo Rebelo recebeu do CAT o prêmio Ambientalista de Ouro. "Nossa região é o maior polo de adoção do sistema do Plantio Direto na Palha no Brasil. Essa é a técnica de cultivo que causa menos impacto na natureza e nos orgulhamos por nosso pioneirismo", afirma Almir. "Vivemos da terra e, portanto, somos os maiores interessados na preservação do meio ambiente".

De acordo com o projeto de sua autoria, os pequenos produtores (com até quatro módulos rurais) serão dispensados da chamada Reserva Legal. Para os outros agricultores, a área de conservação comprometerá 20% da propriedade. Além disso, a redução passará de 30 para 15 metros junto às margens de rios e riachos, com o plantio de mudas de árvores e vegetação, para garantir proteção ao meio ambiente.

Documento elaborado pelo CAT e entregue ao deputado traz apoio a pontos importantes. Veja abaixo:

1) Pelo índice ZERO de averbação de Reserva Legal; 2) Pelo uso econômico de modo sustentável da Reserva Legal; 3) Pela produção de alimentos de forma sustentável em todos os biomas; 4) Pela manutenção das áreas de uso consolidado até julho/2008; 5) Pelo respeito à Lei na época de ocupação de áreas rurais; 6) Pelo pagamento dos serviços ambientais ao produtor rural; 7) Pelas mesmas exigências urgentes de sustentabilidade com o ambiente urbano; 8) Pelo reconhecimento da tecnologia do Plantio Direto na Palha com Biotecnologia como consolidação do uso sustentável de APPs e Reserva Legal; 9) Pelo reconhecimento da integração Lavoura/Pecuária como consolidação do uso sustentável de APPs e Reserva Legal; 10) Pela votação JÁ do projeto do Novo Código; 11) Pela aprovação do Novo Código sem ônus ao Produtor Rural;

As informações são da assessoria de imprensa do CAT - Clube Amigos da Terra de Tupanciretã (RS).